Paradise Lost
Of Man's first disobedience, and the fruit
Of that forbidden tree whose mortal taste
Brought death into the World, and all our woe,
With loss of Eden, till one greater Man
Restore us, and regain the blissful seat,
Sing, Heavenly Muse, that, on the secret top
Of Oreb, or of Sinai, didst inspire
That shepherd who firs taught the chosen seed
In the beginning how the heavens and earth
Rose out of Chaos: or, if Sion hill
Delight thee more, and Siloa's brook that flowed
Fast by the oracle of God, I thence
Invoke thy aid to my adventurous song,
That with no middle flight intends to soar
Above th'Aonian mount, while it pursues
Things unattemted yet in prose or rhyme.
Minha tradução "porca":
Do pecado original e do fruto
da árvore proibida cujo sabor fatal
Trouxe morte para o mundo, e todos os nosso males,
com a perda do Éden, até que o Maior Homem
nos restaurasse, e resgatasse novamente a graça
Canta, ó Musa celestial, Que naquele cume secreto
de Orebe, ou do Sinai, inspirou
aquele pastor que ensinou - primeiro os descendentes escolhidos -
Como - No princípio - os céus e a terra
se ergueram para fora do Caos: ou, o alto de Sião
e o riacho de Siloé que flui veloz
Do Oráculo Divino te agrada mais. Dalí
Clamo por ajuda para minha aventurosa canção,
A qual não prentende fazer um vôo incompleto
Sobre o monte Aonian, enquanto persegue coisas
que ainda não foram apreendidas em prosa ou verso.
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Friday, January 25, 2008
Wednesday, January 24, 2007
The last flower
A décima segunda guerra mundial, como todos
sabem, trouxe o colapso da civilização.
Vilas, aldeias e cidades desapareceram da Terra.
Todos os jardins e todas as florestas foram
destruídas.
E todas as obras de arte.
Homens, mulheres e crianças tornaram-se inferiores
aos animais mais inferiores. Desanimados e
desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.
Encorajados pela pesarosa condição dos
antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.
Livros, pinturas e música desapareceram da Terra
e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando
no vazio. Anos e anos se passaram.
Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido
o que a última guerra havia decidido.
Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente,
pois o amor abandonara a Terra.
Um dia uma jovem, que nunca havia visto uma flor,
encontrou por acaso a última que havia no mundo.
Ela contou aos outros seres humanos que a última
flor estava morrendo.
O único que prestou atenção foi um rapaz que ela
encontrou andando por ali.
Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a
viver novamente.
Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri.
E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma
porção de flores.
Os jardins e as florestas cresceram novamente.
A moça começou a se interessar pela própria aparência.
O rapaz descobriu que era muito agradável passar
a mão na moça.
E o amor renasceu para o mundo.
Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam
a rir e a brincar.
Os cães retornaram do exílio.
Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o
jovem descobriu como fazer um abrigo.
E imediatamente todos começaram a construir
abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda
parte. E a Canção voltou para o mundo.
Surgiram trovadores e malabaristas.
alfaiates e sapateiros
pintores e poetas
escultores e ferreiros
e soldados
e soldados
e soldados
e soldados
e tenentes e capitães
e coronéis e generais
e líderes!
Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras
em outro. Mas logo as que tinham ido viver
na planície desejavam ter ido viver na montanha.
E os que tinham escolhido a montanha preferiam
a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus,
puseram fogo ao descontentamento.
E assim o mundo estava novamente em guerra.
Desta vez a destruição foi tão completa
Que absolutamente nada restou no mundo.
Exceto um homem
Uma mulher
E uma flor.
(A última flor, do poeta humorista americano James Thurber - tradução de Millôr Fernandes)
A décima segunda guerra mundial, como todos
sabem, trouxe o colapso da civilização.
Vilas, aldeias e cidades desapareceram da Terra.
Todos os jardins e todas as florestas foram
destruídas.
E todas as obras de arte.
Homens, mulheres e crianças tornaram-se inferiores
aos animais mais inferiores. Desanimados e
desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.
Encorajados pela pesarosa condição dos
antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.
Livros, pinturas e música desapareceram da Terra
e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando
no vazio. Anos e anos se passaram.
Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido
o que a última guerra havia decidido.
Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente,
pois o amor abandonara a Terra.
Um dia uma jovem, que nunca havia visto uma flor,
encontrou por acaso a última que havia no mundo.
Ela contou aos outros seres humanos que a última
flor estava morrendo.
O único que prestou atenção foi um rapaz que ela
encontrou andando por ali.
Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a
viver novamente.
Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri.
E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma
porção de flores.
Os jardins e as florestas cresceram novamente.
A moça começou a se interessar pela própria aparência.
O rapaz descobriu que era muito agradável passar
a mão na moça.
E o amor renasceu para o mundo.
Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam
a rir e a brincar.
Os cães retornaram do exílio.
Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o
jovem descobriu como fazer um abrigo.
E imediatamente todos começaram a construir
abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda
parte. E a Canção voltou para o mundo.
Surgiram trovadores e malabaristas.
alfaiates e sapateiros
pintores e poetas
escultores e ferreiros
e soldados
e soldados
e soldados
e soldados
e tenentes e capitães
e coronéis e generais
e líderes!
Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras
em outro. Mas logo as que tinham ido viver
na planície desejavam ter ido viver na montanha.
E os que tinham escolhido a montanha preferiam
a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus,
puseram fogo ao descontentamento.
E assim o mundo estava novamente em guerra.
Desta vez a destruição foi tão completa
Que absolutamente nada restou no mundo.
Exceto um homem
Uma mulher
E uma flor.
(A última flor, do poeta humorista americano James Thurber - tradução de Millôr Fernandes)
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